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FASE BLOTA JÚNIOR

Com o passar dos anos, agora sem esperanças, - mesmo sem ter incentivo escrevia e lia tudo o que se passava à minha volta. Visitava as livrarias, e sebos onde se encontram livros raros, verdadeiras jóias preciosas.

Já escrevi uma novela, por sinal deu um “Ti-Ti-Ti” pelo fato de não ter sido registrada. Na época confiei em uma emissora e em algumas pessoas, que se aproveitando da minha ignorância, a lançaram como se fosse de autoria deles. Quando soube do fato fiquei decepcionada com aquelas pessoas que até então pareciam ser minhas amigas. Tenho algumas peças prontas para serem encenadas no teatro, porém agora registro tudo o que faço.

Espero em Deus, pois o meu tempo não é o tempo Dele, Ele é quem sabe o que é bom para mim e as pessoas que poderão cruzar o meu caminho.
Como convivo no meio artístico, sei como funcionam estes desencontros sorrateiros. Conheço vários profissionais que passaram por este mesmo problema.


Bem, deixando teatro e novela de lado, guardados no “meu baú de sonhos”, um belo dia minha filha disse-me:
- Vamos abrir a nossa própria editora, e colocaremos o nome de três mulheres corajosas.
Perguntei à minha filha Nanci:
- Mas como?
- Mãe, sou jornalista e para o meu perfil de trabalho seria muito importante ter uma editora. Assim, a senhora poderá escrever o que quiser.
Isso me deu um grande incentivo e reunimos nossas forças para a realização do nosso sonho.

O nome de nossa editora é Olcana – porque juntamos os nomes de três mulheres que conhecemos tão bem.
Ol – vem de Olinda minha mãe, Ca- do meu nome - Carmen e Na – vem de Nanci minha filha.

Tendo minha própria editora não dependo de nenhum machão para dizer o que devo ou não devo fazer. Quem manda somos eu e minha filha, pois minha mãe infelizmente já é falecida, mas com certeza está muito feliz por nós.
Meu marido não me dá apoio, mas também não impede que eu faça o que quiser. Acho louvável, porque pelo menos não atrapalha.

Pois é, escrevi mais um livro de “poemas realistas” no qual faço um relato sobre as mulheres que passaram por minha vida, no decorrer do tempo.
“A Janela da Alma” literalmente. – Dei a idéia da capa pois desejava colocar meus olhos entre o céu e a terra, e entre eles, uma pequena montanha de onde sai uma fumacinha representando a terceira visão. Inspira certo “ar” de lucidez.
A capa do livro, foi feita através o computador, ficou muito linda! A foto, da contracapa, foi tirada pela grande fotografa Vânia Toleto mestra em fotografias. Ficou bem realista.


Deus me presenteou com a escrita, a capa e a foto. Posteriormente veio outra etapa, quem eu convidaria para fazer o prefácio do meu livro?
Como tudo em minha vida, coloco nas mãos de Deus e descanso na paz. A resposta veio de uma forma surpreendente.
Fui ao banco retirar algum dinheiro e, tive a felicidade de encontrar o Dr, José Blota Júnior – o maior apresentador de todos os tempos da televisão brasileira. Fui cumprimentá-lo e conversando veio à minha lembrança que ele, sua esposa Sonia Ribeiro e seu irmão Geraldo Blota foram os padrinhos artísticos do meu marido.
Pensei... Se ele foi o padrinho do Raul, porque não pode ser o meu padrinho? Sendo um homem inteligente, sensível e amável, era exatamente a pessoa que eu procurava.


Há muito desejava agradecer-lhe por ter ajudado o Raul no início da carreira, e nesse momento, tive a oportunidade de fazê-lo.
Depois de matarmos a saudade, meio sem jeito, mas com muita coragem eu disse:
- Dr. Blota, estou escrevendo um livro e gostaria que o senhor pudesse me ajudar.
- O que você precisa?
- Como o senhor ajudou o Raul, quem sabe poderá me ajudar fazendo o prefácio do livro.
Prontamente o Dr. Blota respondeu:
Com o maior prazer Carmen! Eu a conheço muito bem, sei do seu valor e da sua árdua luta. Não é qualquer mulher que pode casar com um artista, pois terá uma vida de reclusão, abdicação e muita dedicação a ele, mas você é corajosa e possui esses valores. Pode enviar o livro à minha casa, dê-me alguns dias e eu farei o prefácio com o maior prazer.
Feliz, agradeci e sai do banco rindo a toa, grata a Deus por tão grande dádiva. Desta forma, nossa amizade se solidificou e comumente, trocávamos cartas de incentivos mútuos.

O Dr. Blota Júnior fez uma linda introdução para o meu livro, o que me deixou muito honrada.

Sempre que eu podia, mandava cartinhas e um vaso de orquídeas brancas para que ele as colocasse ao lado da foto de sua senhora, Sonia Ribeiro, já falecida e grande amiga de nossa família. Aqui eu presto minha homenagem a essa maravilhosa mulher.
O Dr. Blota faleceu há alguns anos, mas mesmo quando hospitalizado, mandava recadinhos para mim.

“Que Deus o abençoe onde estiver, meu Amigo”!
“Um dia havemos de nos encontrar, e teremos uma longa conversa sobre dois amigos que permaneceram juntos, até o final de suas lindas vidas”.
Com carinho de sua amiga e fã,
“Carmen Sanchez Gil


MARLY MARLEY
Quero expressar minha gratidão a Marly Marley, pelo grande incentivo e divulgação do livro “A Janela da Alma”, no programa do meu marido.
Marly deu-me grande ajuda, pois apesar das restrições para falar sobre o livro, teve coragem, e embora as vezes, apenas por contados minutos, divulgou meus poemas no ar.
Valeu por sua audácia!
Deus lhe pague minha amiga!


Carmen Sanchez Gil